Belle Époque tropical em Recordações do escrivão Isaías Caminha: contradições sociais que aparecem como forma
DOI:
https://doi.org/10.47209/2594-4916.v.7.n.2.p.47-62Palavras-chave:
Belle Époque, Contradição formal, Lima Barreto.Resumo
A premissa dessa pesquisa é que a obra Recordações do escrivão Isaías Caminha se vale da subjetividade memorialística dos personagens para expor, em tom satírico, como o progresso brasileiro não é sinônimo de desenvolvimento. Deste modo, a contradição social acaba por ser representada com recursos estéticos também contraditórios, como, por exemplo, a linguagem beletrista contrastada com o objeto popular; a sátira a congregar os estilos baixos e sublime e, por fim, a memória objetiva dos personagens que se coloca para além das recordações íntimas. A narrativa consegue representar a entrada do país no mundo republicano, manifestando a euforia do progresso, que contrasta com a permanência de um projeto elitista, moralista e conservador. A Belle Époque tropical é um momento de importantes transformações no âmbito urbano-social, econômico e estético, caracterizado pela ânsia de renovação. Entretanto, o que se pode notar é que o agente dessa ação permanece retrógrado, fato que compromete a emancipação brasileira.Downloads
Publicado
05/11/2020
Edição
Seção
Artigos
Licença
Ao submeterem seus trabalhos, os autores concordam que os direitos autorais referentes a cada trabalho estão sendo cedidos para a revista RE-UNIR.
Como Citar
ARAÚJO, Bárbara Del Rio; BARATI DOMINGOS, Aleizy Aparecida. Belle Époque tropical em Recordações do escrivão Isaías Caminha: contradições sociais que aparecem como forma. RE-UNIR - Revista do Centro de Estudos da Linguagem da Universidade Federal de Rondônia, Porto Velho, v. 7, n. 2, 2020. DOI: 10.47209/2594-4916.v.7.n.2.p.47-62. Disponível em: https://periodicos.unir.br/index.php/RE-UNIR/article/view/5240. Acesso em: 4 abr. 2026.


