As meninas negras e a “pipa-borboleta”: colonização e colonialidade de gênero

Autores

  • Maria Aparecida Cruz de Oliveira Universidade Federal da Paraíba

DOI:

https://doi.org/10.47209/2594-4916.v.11.n.2.p.279-293

Resumo

A partir de uma crítica direcionada ao paradigma hegemônico da Modernidade (Mignolo, 2003), que reflete sobre os legados coloniais no contexto latino-americano e da colonialidade de gênero (Lugones, 2014), a pesquisa problematiza o abuso e a violência sexual  vivenciada pelos corpos de meninas negras nos romances Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves, Becos da memória, de Conceição Evaristo e no poema “A menina e a pipa-borboleta” (2017) do livro Poemas da recordação e outros movimentos, também, de Conceição Evaristo. A investigação nasceu do pressuposto de que a figuração das meninas negras é uma referência à colonização de ontem e à colonialidade de gênero de hoje, enquanto denuncia, pois, essas personagens também podem ser lidas como símbolos de luta e resistência, quando não aceitam o lugar de corpo objetificado.

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Publicado

29/12/2024

Como Citar

CRUZ DE OLIVEIRA, Maria Aparecida. As meninas negras e a “pipa-borboleta”: colonização e colonialidade de gênero . RE-UNIR - Revista do Centro de Estudos da Linguagem da Universidade Federal de Rondônia, Porto Velho, v. 11, n. 2, p. 279–293, 2024. DOI: 10.47209/2594-4916.v.11.n.2.p.279-293. Disponível em: https://periodicos.unir.br/index.php/RE-UNIR/article/view/8015. Acesso em: 21 fev. 2026.