Violência contra a mulher no telejornalismo:

análise discursiva de uma mesma notícia em dois veículos com filiações distintas, mas não tanto...

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47209/8sjbrp08

Resumo

Em uma sociedade patriarcal como a brasileira, em que mulheres não administram seus desejos e seus corpos a violência doméstica perpassa preocupante, por ainda hoje organizar as relações de poder na instituição do matrimônio. Em 2006 a Lei Maria da Penha foi instituída como forma de legitimar e coibir a prática dos feminicídios, no entanto, continuam a acontecer - lastimável. Com vistas a compreender as formações discursivas que sustentam os dizeres que legitimam a violência doméstica como possibilidade, com aporte teórico-metodológico da Análise do Discurso de orientação pêcheuxtiana, foram selecionadas duas matérias jornalísticas sobre o assassinato em legítima defesa de um homem, ex-marido de vítima de violência doméstica, em Joinville. A primeira foi veiculada pela RIC TV, na cidade em que ocorreu o assassinato. A segunda foi produzida e transmitida pelo programa Cidade Alerta. Após a análise, observou-se o funcionamento de duas formações discursivas para a legitimação dos dizeres das matérias jornalísticas, sendo que em nenhuma delas a mulher é significada como protagonista de sua própria história. Assim, ainda que tenha fala na reportagem, o espaço a ela reservado é pequeno, o que revela que os dizeres dos sujeitos-jornalistas encontram-se revestidos pela ideologia patriarcal.

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Publicado

30/06/2024

Como Citar

DE SOUSA DAMASCENO, Ana Christina; DE JESUS, Sérgio Nunes; JUNIOR , Celso Ferrarezi. Violência contra a mulher no telejornalismo: : análise discursiva de uma mesma notícia em dois veículos com filiações distintas, mas não tanto... Revista do Centro de Estudos da Linguagem da Fundação Universidade Federal de Rondônia, Porto Velho, v. 11, n. 1, 2024. DOI: 10.47209/8sjbrp08. Disponível em: https://periodicos.unir.br/index.php/RE-UNIR/article/view/7385. Acesso em: 14 jul. 2026.