Disputas discursivas, subjetivação e relações de poder na conservação amazônica
“O ‘cara’ que planta árvore é um trouxa?”
DOI:
https://doi.org/10.47209/2594-4916.v.12.n.2.p.10-29Resumo
Este artigo analisa como agricultores familiares da Amazônia rondoniense produzem sentidos sobre a restauração florestal a partir de seus discursos. Ancorado na Análise do Discurso de linha francesa, conforme formulada por Michel Pêcheux e desenvolvida por Eni Orlandi, o estudo examina as disputas discursivas que atravessam as práticas e percepções relacionadas à recomposição florestal entre agricultores com diferentes níveis de engajamento. A pesquisa foi realizada na Zona da Mata Rondoniense, abrangendo os municípios de Rolim de Moura, Castanheiras e Novo Horizonte do Oeste. A análise evidencia que as decisões ambientais não se explicam exclusivamente por fatores legais ou técnicos, mas se constituem a partir de atravessamentos ideológicos que moldam subjetividades, posições de sujeito e modos de ação no campo. O estudo contribui para a compreensão das relações de poder que operam na governança ambiental e nas políticas públicas de restauração ecológica no contexto amazônico.
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