Potencial erosivo das chuvas e fragilidade ambiental em áreas rurais no município de Rurópolis, Pará

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47209/2317-5729.v.14.n.2.7182

Resumo

Na Amazônia, a deterioração do solo causado pelo processo erosivo, enfraquece as áreas destinadas ao uso agropecuário, causando a queda da produtividade das pastagens, prejuízos ambientais e socioeconômicos. Nesse sentido, o objetivo neste estudo foi identificar áreas com diferentes classes de fragilidade à perda de solo por erosão hídrica no município de Rurópolis, Pará. Dados foram levantados a partir de informações pluviais e Sistemas de Informações Geográficas (SIG). Para a estimativa da erosividade das chuvas foram considerados os valores de precipitação mensal e anual da série histórica de 1983 a 2021. Foi realizada a análise empírica da fragilidade à perda de solo pela erosão em ambientes naturais (fragilidade potencial) e antropizados (fragilidade emergente), com recorte espacial para o município de Rurópolis, Pará. Os resultados evidenciaram alto potencial erosivo das chuvas, com maior expressividade no período mais chuvoso (dezembro e maio). Nesses meses, verificou-se a maior concentração das chuvas, atingindo o percentual de até 73% do volume precipitado durante o ano, sendo o período mais propício à perda de solo pela erosão hídrica. As classes de fraca (46,84%) e média fragilidade potencial (35,05%), predominaram na área de estudo. Na análise de fragilidade emergente, a classe fraca foi estimada em 46,45%. As análises realizadas nesta pesquisa, podem ser utilizadas para orientar políticas públicas e sensibilizar atores sociais sobre os riscos de perda de solo pela erosão e, consequentemente, as perdas financeiras no setor produtivo, quando não se adota práticas de conservação do solo e da água.

Biografia do Autor

  • Samária Letícia Carvalho Silva, Universidade Federal do Oeste do Pará

    Bacharelado em Engenharia Sanitária e Ambiental e Bacharelado Interdisciplinar em Ciências e Tecnologia das Águas pela Universidade Federal do Oeste do Pará (2013-2018). Pós-graduada em Consultoria e Licenciamento Ambiental (2018-2019). Mestre em Sociedade, Ambiente e Qualidade de Vida (PPGSAQ-UFOPA) 2019-2022. Foi bolsista do Programa de Educação Tutorial- PET Conexões de Saberes de Estudos Interdisciplinares: Comunidades do Campo-UFOPA, no período de outubro de 2014 a maio de 2018, com desenvolvimento de projetos e trabalhos interdisciplinares em pesquisa, ensino e extensão. Estagiou no Laboratório de Biologia Ambiental-UFOPA. Foi colaboradora voluntária no âmbito do Projeto Base de Dados Agrometeorológicos - Embrapa Amazônia Oriental 2017-2018. Foi bolsista CAPES no Projeto Integrado de Ensino, Pesquisa e Extensão-PEEX/UFOPA (2020-2022). Realizou intercâmbio na universidade Le Mans, França pelo programa Santander Ibero-Americanas-Universidades em junho de 2022. Atualmente é servidora pública na Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Terra Santa, Pará.

  • Lucieta Guerreiro Martorano, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

    Graduação em Meteorologia (UFPA/1982) e Agronomia (UFRA-antiga FCAP/1987). Mestrado em Agrometeorologia (ESALQ/USP/1998) e doutorado em Fitotecnia/Agrometeorologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS/2007). Foi pesquisadora da Embrapa Solos/RJ entre fevereiro de 1990 a dezembro de 2008, atuando em dois mandatos como Membro do Comitê Técnico Interno (CTI), bem como em projetos de pesquisa em âmbito nacional e internacional. Colaborou na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) de 2007 a 2008, ministrando aulas e participando em coorientações no mestrado em Geomática. Foi membro do Comitê de Organização do Congresso Brasileiro de Ciência do Solo em 2008. Em 2009 foi transferida para Belém para trabalhar como pesquisadora na Embrapa Amazônia Oriental, onde permaneceu até junho de 2016, sendo transferida para Santarém para compor a equipe de pesquisadores do NAPT Médio Amazonas. Em outubro de 2021 foi designada por portaria para assumir a função de supervisora do NAPT-MA. Entre os compromissos assumidos na Amazônia vale destacar a liderança de projetos e participação com líder de planos de ação e atividades (ROBIN/BR, PECUS/PC7; MAPCAST, AgroMet ABC, Projeto IrrigaPote, entre outros), tanto em nível nacional quanto internacional. Foi professora permanente no Curso de Mestrado em Ciências Ambientais da Universidade do Estado do Pará PPGCA-UEPA em Belém. Atualmente, integra o quadro de professora permanente do Curso de Doutorado da Rede BIONORTE e PPGSND da UFOPA. Tem colaborado como co-orientadora em programas de pós-graduação na ESALQ/USP, UFAM/Manaus e UNESP/Jaboticabal. Colabora como revisora em periódicos indexados em nível nacional e internacional. É consultora "ad hoc" em projetos de pesquisa na Embrapa e CNPq e em bancas de concursos públicos. Tem participado em bancas de mestrado, doutorado, trabalhos de conclusão de curso e salão de iniciação científica. Tem participado também como palestrante em diferentes eventos científicos. Em edital da CAPES/CNPq e Ciências sem Fronteira aprovou bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado, onde desenvolveu projetos em parceria em diferentes áreas do conhecimento científico. É presidente do Conselho Curador da FIAM/UFOPA e membro do conselho deliberativo da Sociedade Brasileira de Meteorologia (SBMET). Integra a Rede ODS; Embrapa na coordenação do GT Master Sênior.

  • Leônidas Luiz Volcato Descovi Filho, Universidade Federal do Oeste do Pará

    Professor e permacultor, graduado e doutor em geografia. Atua nos cursos de geologia e interdisciplinar em Ciências da Terra/IEG/Ufopa, e credenciado no Programa de Pós-graduação Interdisciplinar Sociedade, Ambiente e Qualidade de Vida/PPGSAQ/CFI/Ufopa onde orienta pesquisas em comunidades ribeirinhas e de terra firme. Desenvolve o curso de especialização em permacultura junto com a Rede NEPerma Brasil e coordena o projeto de extensão: Permacultura e geotecnologias livres (perma-geotec livres): apoio e popularização. Apresenta experiência nas áreas de geociências, geografia, ciências ambientais, recursos hídricos e permacultura

  • Irene Cibelle Gonçalves Sampaio, Instituto Federal do Pará

    Possui graduação em Licenciatura Plena Em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Pará (2004), tendo realizando iniciação científica em colaboração com North Caroline University no Experimento de Larga Escala da Biosfera-Atmosfera (LBA). Concluiu o mestrado em Ciências Ambientais pela Universidade Federal do Pará (2009), integrando o Projeto Tipitamba/EMBRAPA. Possui experiência como docente na Universidade do Vale do Acaraú e Universidade Federal do Amazonas. Também possui experiência como Tutora da Educação a Distância no consórcio Setentrional UFAM e UFG. Doutora em Ciências pelo Programa Sociedade Natureza e Desenvolvimento da UFOPA, realizando parte do doutoramento no Woods Hole Research Center (WHRC). Atuou como fiscal ambiental do município de Terra Santa/PA. Atualmente é docente no Instituto Federal do Pará (IFPA) campus Itaituba

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Publicado

2026-02-01

Edição

Seção

Ciências Agrárias e Meio Ambiente