Exploração e silenciamento da mulher indígena na Amazônia sob a perspectiva do feminismo decolonial no conto Maibi, de Alberto Rangel
DOI:
https://doi.org/10.47209/jt038a06Palavras-chave:
pós-colonial, subalternidade, feminismo decolonial.Resumo
Este artigo tem como objetivo identificar as marcas de subalternização e violência da mulher no conto "Maibi", presente na obra Inferno Verde de Alberto Rangel (2001). Para tanto, utilizaremos a abordagem crítica dos estudos pós-coloniais/decoloniais considerando os argumentos de Gayatri Chakravorty Spivak (2010), María Lugones (2014), Françoise Vergès (2021), dentre outros. Na análise investigaremos a personagem Maibi, enquanto mulher indígena, identificando, nas relações de poder presentes nas relações de gênero, as investidas que subalternizam e violentam a mulher, a partir de práticas colonizadoras que se refinam até os dias atuais. Os resultados indicam que o conto em questão evidencia formas de violência estrutural associadas à colonialidade de gênero que expressam a subalternização da mulher no contexto de colonização da Amazônia. A personagem Maibi expressa o silenciamento, a coisificação e a opressão do ser feminino frente às práticas colonizadoras que se estendem até a atualidade em relação à mulher.
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