Exploração e silenciamento da mulher indígena na Amazônia sob a perspectiva do feminismo decolonial no conto Maibi, de Alberto Rangel

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47209/jt038a06

Palavras-chave:

pós-colonial, subalternidade, feminismo decolonial.

Resumo

Este artigo tem como objetivo identificar as marcas de subalternização e violência da mulher no conto "Maibi", presente na obra Inferno Verde de Alberto Rangel (2001). Para tanto, utilizaremos a abordagem crítica dos estudos pós-coloniais/decoloniais considerando os argumentos de Gayatri Chakravorty Spivak (2010), María Lugones (2014), Françoise Vergès (2021), dentre outros. Na análise investigaremos a personagem Maibi, enquanto mulher indígena, identificando, nas relações de poder presentes nas relações de gênero, as investidas que subalternizam e violentam a mulher, a partir de práticas colonizadoras que se refinam até os dias atuais. Os resultados indicam que o conto em questão evidencia formas de violência estrutural associadas à colonialidade de gênero que expressam a subalternização da mulher no contexto de colonização da Amazônia. A personagem Maibi expressa o silenciamento, a coisificação e a opressão do ser feminino frente às práticas colonizadoras que se estendem até a atualidade em relação à mulher.

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Publicado

05/08/2026

Como Citar

BOING, Veronica; PISSINATTI, Larissa Gotti. Exploração e silenciamento da mulher indígena na Amazônia sob a perspectiva do feminismo decolonial no conto Maibi, de Alberto Rangel. Revista do Centro de Estudos da Linguagem da Fundação Universidade Federal de Rondônia, Porto Velho, v. 13, n. 1, p. 9–22, 2026. DOI: 10.47209/jt038a06. Disponível em: https://periodicos.unir.br/index.php/RE-UNIR/article/view/8907. Acesso em: 5 ago. 2026.

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