A resistência indígena feminina no romance brasileiro contemporâneo: uma leitura comparativa entre Um rio sem fim e O som do rugido da onça
DOI:
https://doi.org/10.47209/jf560v26Palabras clave:
Romance brasileiro contemporâneo, resistência indígena, autoria femininaResumen
A análise propõe-se a compreender de que maneira as autoras Verenilde Pereira e Micheliny Verunschk constroem, a partir de diferentes vozes narrativas, uma crítica à lógica colonial que historicamente silenciou e/ou estereotipou os povos indígenas. Fundamentado em um arcabouço decolonial, o estudo busca identificar como as obras questionam a colonialidade (Gonzaga, 2021), abrindo espaço para novas epistemologias literárias que reposicionam o sujeito indígena como agente histórico e simbólico. A comparação entre os dois romances permitiu observar distintas estratégias de reescrita da história e de resistência discursiva feminina, contribuindo para o debate sobre a literatura como território de memória e reexistência.
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