A ictiofauna de igarapés da microbacia do Belmont, um sistema hidrográfico degradado pela expansão urbana na Amazônia Sul Ocidental

Bruno Stefany Feitoza Barros, Carolina Rodrigues da Costa Doria, Claudiney Guimarães Rodrigues, João Alves de Lima Filho

Resumo


O conhecimento sobre a ictiofauna de igarapés em áreas degradadas é escasso na Amazônia. Nesse sentido o presente estudo selecionou como área de estudo a microbacia do Belmont, que recorta a zona urbana município de Porto Velho (Rondônia), áreas florestadas e rurais, com os objetivos de inventariar a ictiofauna em igarapés do Belmont ainda preservados e circundados de áreas de floresta de terra-firme degradadas, não degradadas e identificar características ambientais que determinam a composição da ictiofauna nestes cursos de água. As coletas de ictiofauna foram realizadas em seis igarapés, durante a estação das cheias, entre dezembro/2012 e março/2013, em parcelas aquáticas de cinquenta metros. Destas foram registrados os parâmetros ambientais estruturais e os físico-químicos. Registrou-se 651 indivíduos, distribuídos em cinco ordens, 10 famílias, 20 gêneros e 28 espécies. As características ambientais observadas ajudam a elucidar a influência das condições abióticas dos igarapés do Belmont sobre a sua ictiofauna. Apesar da degradação da bacia, os resultados obtidos permitem reconhecer a relevância das áreas preservadas para a ictiofauna dos igarapés. Estes são análogos a refúgios, circundados por diversas pressões que a bacia sofre, mas ainda são capazes de manter uma ictiofauna nos padrões amazônicos.


Palavras-chave


Peixes; Riqueza; Diversidade; Rondônia

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