Questões feministas e de gênero nas histórias em quadrinhos: o caso da Mulher-Maravilha
DOI:
https://doi.org/10.47209/6qtp9770Palabras clave:
Gênero, História em quadrinhos, Mulher-MaravilhaResumen
As histórias envolvendo super-heróis povoam o imaginário coletivo. Desde a ascensão das HQs, essa mídia de entretenimento construiu uma mitologia própria, narrando os feitos grandiosos de seres superiores aos homens comuns. Considerando o panteão lendário, a Mulher-Maravilha se consagra como umas das super-heroínas mais importantes das histórias em quadrinhos; contudo, apesar do legado inegável, a personagem gerou debates intermináveis a respeito de sua simbologia: poderia ser considerada um símbolo do feminismo ou apenas reforçaria estereótipos de gênero? Diante do exposto, o presente artigo objetiva, com base nas contribuições de Wolf (1992), Andrade (2003), Beard (2023) e Cixous (2022), analisar a ambiguidade presente na história da Mulher-Maravilha, assumindo como base os discursos responsáveis por sustentar os feitos da princesa amazona ao longo de suas aparições. Os resultados evidenciam que a referida super-heroína serviu como agente de propagação de variadas ideologias. Conclusivamente, ressalta-se que a Mulher-Maravilha, conquanto não possa representar o feminismo como um todo, atua como uma poderosa ferramenta para romper os grilhões do patriarcado.
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