A HEMEROBIA DA FLORESTA SAGRADA DE MORRUNGULO (MOÇAMBIQUE)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36026/24xyvx79

Palavras-chave:

Áreas Protegidas.

Resumo

Para se avaliar o grau de alterações da FLORESTA SAGRADA DE MORRUNGULO influenciadas pela acção antrópica , foi aplicada a interpretação e análise na base da hemerobia de Jalas atribuindo ao mesmo significado de dominação e/ou alteração das paisagens instituindo quatro graus hemerobióticos, do mais preservado ao mais antropizado: a-hemerobiótico, oligo-hemerobiótico, meso-hemerobiótico, eu-hemerobótico. Esta análise enquadra-se na abordagem teórica denominada Teoria Geral dos Sistemas (TGS), inclusive o estudo de hemerobia interligou as transformações dos espaços desde os tempos remotos até actualidade, condicionado por factores humanos e naturais. O presente artigo analisa a dinâmica de paisagem da floresta sagrada de Morrungulo, que representa um potencial ecológico e cultural útil para a comunidade local através da promoção dos serviços ecossistémicos. A pesquisa é de natureza exploratória  e abordagem qualitativa. Como procedimentos metodológicos utilizou-se pesquisa bibliográfica e documental e, técnica de observação sistemática. Aplicada a metodologia, o estudo conclui que quando introduziram as igrejas nesta região houve a conversão da população e da família responsável pelas cerimónias tradicionais para a religião do livro, consequentemente a desvalorização dos mitos, lendas e crenças da comunidade que permitiam a conservação e preservação da floresta. Dentre factores sócio-económicos destacam-se a destruição da floresta para aquisição do combustível lenhoso para a venda, construção de instâncias turísticas e a prática da agriculta nas áreas da floresta, para o consumo doméstico e o corte de estacas para a construção e venda. 

 

 

 

Referências

AMORIM, José Carlos de Abreu Ethos rosacruz – um trajeto meta empírico no desaguar simbólico, esotérico e místico da consciência ocidental. Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências das Religiões da Universidade Federal da Paraíba, na Linha de Pesquisa: Religião Cultura e Sistemas Simbólicos, como parte para a aquisição do título de doutor em Ciências das religiões. João Pessoa – Paraíba, 2022. Disponível em https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/29570/1/Jos%C3%A9CarlosDeAbr eu Amorim_Tese.pdf. Acesso no dia 13/10/2024.

BARBOSA, Gustavo Magalhaes Nunes & IANTAS, Ricardo. Manual de restauração da vegetação nativa para adequação ambiental de imoveis rurais do Estado do Tocantes. Palmas-To: STCP, 2019.

BARROS, José Flávio Pessoa. A floresta sagrada de Ossaim. O segredo das folhas. Editora Dallas, RJ, 2014.

SITOIE, Carlitos Luís. Dinâmica Sócio-ambiental do Município de Massinga. Rede de estudos ambientais de países de língua portuguesa, número 15. ISSN: ISSN 2183-749X, Évora - Portugal, 2016.

DIAS, Reinaldo. Turismo sustentável e meio ambiente. São Paulo: Atlas, 2003.

FÁVERO, O. A.; Nucci, J. C.; DE Biasi, M. Hemerobia nas unidades de paisagem da Bacia Hidrográfica do Rio Sorocaba (SP) – desafios e oportunidades para conservação da natureza. Geografia: ensino e pesquisa, v.12, Santa Maria, 2008, p. 2462-2479.

FERRÃO, J.. Convenção sobre Diversidade Biológica - Gestão comunitária dos recursos naturais na África Austral. Maputo: Texto Editores, 2010.

FERREIRA, A. Rita. Povos de Moçambique: História e Cultura. Porto: Edições Afrontamento, 1975.

INIA. Carta Nacional de Solos, 1:1 m. Série Terra e Água do INIA. Comunicação No.73. Maputo, Moçambique. 1995.

JUNOD, Henrique A. Usos e costumes dos Bantos: a vida duma tribo do sul de África. 2ª Edição, Maputo: Imprensa Nacional de Moçambique, 1974.

JUNOD, Henri P. Matimu ya Vatsonga. Lesotho: Moriya printingworks, 1977.

MATEO, Rodrigues, J. M.; Silva, E. V. da; Cavalcanti, A. P. B. Geoecologia das Paisagens: uma visão geossistêmica da análise ambiental. Fortaleza: UFC edições, 2007.

NUCCI, J. C.; Fávero, O. A. Desenvolvimento Sustentável e Conservação da Natureza em Unidades de Conservação: O caso da Floresta Nacional de Ipanema (IPERÓ/SP).RAGA, Curitiba, n. 7, 2003, p. 63-77.

RAYER, Linossier. Histórias das Florestas Sagradas. Quénia, 1989.

RIBEIRO, Talles. et al. Gestão Tradicional das Florestas Sagradas. Porto, 2005.

SUKKOP, H. Wandel von Flora und Vegetation in Mitteleuropa unter dem Einfluss des Menschen. Berichte uber Landwirtschaft, Bd. 50/H.1: 112-139, 1972.

UNFCCC. Report of the Conference of the Parties on its seventh session, held at Marrakesh from 29 October to 10 November, 2002.

Leis/Documentos Normativos

REPÚBLICA de MOÇAMBIQUE. Boletim da República: Resolução n° 23/2020 de 27 de Março, atinente a Política Florestal e Estratégias da sua implementação. I Série - n° 60. Maputo: Imprensa Nacional, de Março de 2020.

A Lei de florestas e fauna bravia N°10/99 de 7 de Julho.

REPÚBLICA de MOÇAMBIQUE, Boletim da República: Decreto-Lei de Florestas e Fauna Bravia. In Colectânea de Legislação do Ambiente, 10/99 de 07 de Julho de 2011.

REPÚBLICA de MOÇAMBIQUE, Boletim da República: Decreto-Lei de Terras. In Colectânea de Legislação do Ambiente, 19/97 de 01 de Outubro de 1997.

Artigos Publicados

Sitoie, Carlitos L. Adaptação da actividade agro-pesqueira da população de Ndzilo e Morrugulo às mudanças climáticas como conhecimento geográfico útil para a escola. In: Morais, Manuela & Serafim, António. Rede de Estudos Ambientais de Países de Língua Portuguesa. N° 11, s/l, 2014, p. 9-12.

Downloads

Publicado

07/05/2026

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

A HEMEROBIA DA FLORESTA SAGRADA DE MORRUNGULO (MOÇAMBIQUE). (2026). Revista Presença Geográfica, 13(1), 1-18. https://doi.org/10.36026/24xyvx79

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

Artigos Semelhantes

51-60 de 75

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.