VERMELHO AMARGO

MEMÓRIA, DOR E FORMAÇÃO DO SUJEITO NA NARRATIVA DE BARTOLOMEU CAMPOS DE QUEIRÓS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47209/hv1bn723

Palavras-chave:

Memória; Simbologia; Prosa poética; Infância; Leitor.

Resumo

RESUMO

Este artigo analisa a obra Vermelho Amargo (2011), de Bartolomeu Campos de Queirós, com o objetivo de evidenciar suas dimensões simbólicas, especialmente a recorrência da cor vermelha, bem como a construção dos personagens, o papel do leitor e a formação do sujeito na narrativa. De caráter autobiográfico e marcada pela prosa poética, a obra revisita a infância do narrador, atravessada pela perda materna e pela presença de uma madrasta hostil, configurando um espaço de dor, ausência e memória. A pesquisa é de natureza qualitativa, com abordagem bibliográfica e interpretativa, fundamentada em Antonio Candido (2011), James Wood (2012), Flávio de Campos (2007), Peter Hunt (2010), Walter Benjamin (1994), Gaston Bachelard (2008) e Paul Ricoeur (2007). Os resultados indicam que a memória, na obra, apresenta-se de forma fragmentada e simbólica, funcionando como mecanismo de reconstrução do passado e de constituição identitária do protagonista. Conclui-se que a narrativa articula linguagem lírica e fragmentação para transformar a experiência da dor em elaboração estética e formação subjetiva, ao mesmo tempo em que convoca o leitor à participação ativa na produção de sentidos.

 

Biografia do Autor

  • Tuane Santos Aragão, Universidade Federal de Rondônia

    Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Educação Escolar (PPGEEProf) da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), na linha de pesquisa Currículo, Políticas e Diferenças Culturais na Educação Básica. Integra os grupos de pesquisa Educação Intercultural e Povos Tradicionais (GEIPOT) e Letramento Literário: Estudos da narrativa da/na Amazônia (GPELL). Possui graduação como Professora do 1º Ciclo do Ensino Básico pela Escola Superior de Educação de Setúbal/Portugal (2011), revalidada pela UNIR (2014), especialização em Gestão Educacional pela Faculdade de Porto Velho (2015) e Mestrado em Estudos Literários pela UNIR (2022). Atua como professora na rede municipal de Porto Velho (SEMED) e na rede estadual (SEDUC). Desenvolve pesquisa na área de Literatura Indígena, com enfoque em pesquisa-ação.

  • Fernanda Oliveira de Souza Simões, Universidade Federal de Rondônia

     Possui graduação em Pedagogia pela Faculdade de Educação de Porto Velho (2006), especialização em Mídias na Educação pela Universidade Federal de Rondônia (2013) e Mestrado em Estudos Literários pela Universidade Federal de Rondônia (2023). É servidora da Prefeitura Municipal de Porto Velho desde 2002, atuou como professora do Ensino Fundamental por seis anos, foi Coordenadora do Programa de Correção de Fluxo - Se Liga e Acelera Brasil em parceria entre a Prefeitura de Porto Velho e o Instituto Ayrton Senna e atuou como Coordenadora do Programa Alfabetiza Porto Velho na Secretaria Municipal de Educação em parceria com o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia. (Texto informado pelo autor)

Referências

BACHELARD, Gaston. A poética do devaneio. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

BACHELARD, Gaston. A poética do espaço. São Paulo: Martins Fontes, 2008.

BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo: Brasiliense, 1994.

CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: CANDIDO, Antonio. Vários escritos. São Paulo: Duas Cidades, 2004. p. 169-191.

CANDIDO, Antonio. A personagem do romance. In: CANDIDO, Antonio et al. A personagem de ficção. São Paulo: Perspectiva, 2011. p. 51-80.

ECO, Umberto. Lector in fabula: a cooperação interpretativa nos textos narrativos. São Paulo: Perspectiva, 2002.

GAGNEBIN, Jeanne Marie. Lembrar escrever esquecer. São Paulo: Editora 34, 2006.

ISER, Wolfgang. O ato da leitura: uma teoria do efeito estético. São Paulo: Editora 34, 1996. v. 1.

RICOEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. Campinas: Editora da Unicamp, 2007.

Downloads

Publicado

04/10/2026

Edição

Seção

A COMPLEXIDADE DO HUMANO EM VERMELHO AMARGO, DE BARTOLOMEU CAMPOS DE QUEIRÓS

Como Citar

VERMELHO AMARGO: MEMÓRIA, DOR E FORMAÇÃO DO SUJEITO NA NARRATIVA DE BARTOLOMEU CAMPOS DE QUEIRÓS. (2026). Revista De Estudos De Literatura, Cultura E Alteridade - Igarapé, 19(01), 07-19. https://doi.org/10.47209/hv1bn723

Artigos Semelhantes

1-10 de 152

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.