A DINÂMICA DA CAFEICULTURA FAMILIAR NO MUNICÍPIO DE PRIMAVERA DE RONDÔNIA/RO
DOI:
https://doi.org/10.36026/hx5x0391Palavras-chave:
Agricultura familiar, Pequeno produtor, Café robusta, Indicação geográficaResumo
O objetivo deste artigo é compreender as formas de organização social e econômica dos produtores e da produção de café em Primavera de Rondônia-RO, considerando a modernização técnico-científica da cafeicultura na região da Indicação Geográfica (IG) Matas de Rondônia. Os procedimentos metodológicos para o desenvolvimento da pesquisa foram revisão de literatura; levantamento de dados secundários em bases de dados digitais de órgãos públicos; realização de entrevistas com cafeicultores por meio de questionários estruturados; e organização e tabulação dos dados em planilhas eletrônicas para análise e discussão dos resultados. A cafeicultura no município é desenvolvida predominantemente por agricultores familiares, e, considerando os participantes da pesquisa, a área média destinada ao plantio de café é de 2,8 hectares. Mesmo com a grande capacidade da cafeicultura em gerar renda em pequenas áreas, os agricultores procuram diversificar suas fontes de renda com outras atividades agrícolas e não agrícolas. A partir do incentivo ao incremento técnico-científico, os produtores passaram a cultivar o café clonal, que exige a adoção de sistema de irrigação e outras técnicas de manejo. Face às dificuldades de obtenção de crédito rural e à escassez de mão de obra para a colheita, grande parte dos cafeicultores se organizam coletivamente em associações rurais para facilitar o acesso a colheitadeiras semimecanizadas. A modernização da cafeicultura rondoniense possibilitou a criação da IG Matas de Rondônia, oferecendo aos agricultores familiares uma oportunidade de valorização do seu produto. Contudo, observou-se que a IG ainda é desconhecida pelos cafeicultores do município.
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