O sofrimento que o currículo silencia

emoções, ética e trabalho docente no ensino de Química

Autores

DOI:

https://doi.org/10.69568/ee46th22

Palavras-chave:

sofrimento docente, educação Química, emoções docentes, ética da vulnerabilidade, trabalho docente

Resumo

Este ensaio teórico investiga as dimensões do sofrimento e da afetividade na docência em Química, propondo uma fundamentação ética para uma educação científica humanizadora. A partir de uma análise crítica que articula a Psicodinâmica do Trabalho, os estudos sobre emoções docentes e a sociologia do currículo, argumenta-se que a banalização do sofrimento docente é estrutural, resultante da intensificação e precarização do trabalho, da negação das emoções na prática pedagógica e de uma ideologia curricular que silencia o sujeito. Defende-se que o reconhecimento deste sofrimento e do trabalho moral do ensino constitui um ato ético-polético essencial. Conclui-se pela necessidade de uma ética da vulnerabilidade e de uma pedagogia química empática, que integre razão, emoção e cuidado como pilares para a transformação da práxis docente e a promoção do bem-estar profissional.

Biografia do Autor

  • Rafael Soares Silva, Universidade Estadual do Ceará

    Professor Adjunto de Ensino de Química da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Pós-doutor em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares (UFRRJ) e em Química (USP). Doutor em Ensino de Ciências e Matemática. Licenciado em Química, Educação Especial e Pedagogia. Atua na formação de professores da área de Química e Ciências e desenvolve pesquisas sobre ensino de Ciências, ensino de Química e educação especial. Coordenador do GeQuIN – Grupo de Estudos em Química, Inclusão e Novas Metodologias.

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Publicado

17/06/2026

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

O sofrimento que o currículo silencia: emoções, ética e trabalho docente no ensino de Química. (2026). Revista Práxis Pedagógica, 12, e9130. https://doi.org/10.69568/ee46th22