El sufrimiento que el currículo silencia

emociones, ética y trabajo docente en la enseñanza de la Química

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.69568/ee46th22

Palabras clave:

sufrimiento docente, educación Química, emociones docentes, ética de la vulnerabilidade, trabajo docente

Resumen

Este ensayo teórico investiga las dimensiones del sufrimiento y la afectividad en la docencia de Química, proponiendo una fundamentación ética para una educación científica humanizadora. A partir de un análisis crítico que articula la Psicodinámica del Trabajo, los estudios sobre emociones docentes y la sociología del currículum, se argumenta que la banalización del sufrimiento docente es estructural, resultado de la intensificación y precarización del trabajo, la negación de las emociones en la práctica pedagógica y una ideología curricular que silencia al sujeto. Se defiende que el reconocimiento de este sufrimiento y del trabajo moral de la enseñanza constituye un acto ético-político esencial. Se concluye en la necesidad de una ética de la vulnerabilidad y de una pedagogía química empática, que integre razón, emoción y cuidado como pilares para la transformación de la praxis docente y la promoción del bienestar profesional.

Biografía del autor/a

  • Rafael Soares Silva, Universidade Estadual do Ceará

    Professor Adjunto de Ensino de Química da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Pós-doutor em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares (UFRRJ) e em Química (USP). Doutor em Ensino de Ciências e Matemática. Licenciado em Química, Educação Especial e Pedagogia. Atua na formação de professores da área de Química e Ciências e desenvolve pesquisas sobre ensino de Ciências, ensino de Química e educação especial. Coordenador do GeQuIN – Grupo de Estudos em Química, Inclusão e Novas Metodologias.

Referencias

ALMEIDA, Camila Marta de; FREIRE, Silvia. As emoções do professor e a autoeficácia docente: uma investigação quantitativa no contexto brasileiro. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 19, p. e024041, 2024. https://doi.org/10.21723/riaee.v19i00.17978.

ANTUNES, Ricardo. O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. 2. ed. São Paulo: Boitempo, 2020.

APPLE, Michael W. Ideologia e currículo. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2018.

BRASIL. Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Relatório nacional sobre as condições de trabalho na educação durante a pandemia da COVID-19. Brasília: CNTE, 2021. Disponível em: https://www.cnte.org.br/index.php/publicacoes/relatorios/item/13069. Acesso em: 23 dez. 2025.

CAMPOS, Marlon Freitas de; VIEGAS, Moacir Fernando. Saúde mental no trabalho docente: um estudo sobre autonomia, intensificação e sobrecarga. Cadernos de Pesquisa, São Luís, v. 28, n. 2, p. 417–437, abr./jun. 2021. Disponível em: https://doi.org/10.18764/2178-2229.v28n2.202132. Acesso em: 15 jan. 2026.

CLANDININ, D. Jean; HUSU, Janna; COOKE, Sarah. O trabalho moral do ensino: uma abordagem de ética da virtude para a formação de professores. In: CLANDININ, D. Jean (org.). The SAGE handbook of research on teacher education. Londres: SAGE Publications, 2017. v. 2, p. 419–434. Disponível em: https://doi.org/10.4135/9781526402042.n24. Acesso em: 23 dez. 2025.

DEJOURS, Christophe. A banalização da injustiça social. 7. ed. Rio de Janeiro: Fundação Getulio Vargas, 2012. 210 p.

DEJOURS, Christophe. Psicodinâmica do trabalho: contribuições da escola de Dejours para a análise da relação prazer, sofrimento e trabalho. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2021.

DEMO, Pedro. Pesquisa: princípio científico e educativo. São Paulo: Cortez, 2000.

ESTEVE, José María. Mal-estar docente: a sala de aula e a saúde dos professores. 2. ed. Bauru: Edusc, 2021.

FERREIRA, Jane Mendes; MARTINS, Pura Lúcia Oliver; GARCIA, Bruno Eduardo Slongo. Como os docentes manejam situações difíceis e as emoções que elas suscitam. Revista Contexto & Educação, v. 40, n. 122, p. e16058, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.21527/2179-1309.2025.122.16058. Acesso em: 20 jan. 2026.

FRENZEL, Anne C.; DANIELS, Lia; BURIĆ, Irena. Emoções dos professores na sala de aula e suas implicações para os alunos. Educational Psychologist, v. 56, n. 4, p. 250–264, 2021.Disponível em: https://doi.org/10.1080/00461520.2021.1985501. Acesso em: 20 jan. 2026.

MARTINS, Saulo; PIRES, Roseli Vieira. Psicodinâmica do trabalho docente: sofrimento, resistência e sentidos. Educação em Foco, v. 30, n. 1, p. e30052, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.34019/2447-5246.2025.v30.48490. Acesso em: 20 jan. 2026.

NOVAIS, Robson Macedo; FERNANDEZ, Carmen. Dimensão afetiva da docência: a influência das emoções na prática e na formação de professores de Química. Educação Química en Punto de Vista, v. 1, n. 2, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.30705/eqpv.v1i2.915. Acesso em: 10 jan. 2026.

NÓVOA, António. Os professores e a sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 2017.

PEREIRA DE CORDOVA, Renata; FERREIRA DE FARIA, Paula Maria; DE LIMA DIAS, Maria Sara. Sofrimento psíquico e trabalho docente no ensino superior: uma revisão sistemática. Revista Educação, Cultura e Sociedade, v. 13, n. 1, p. 12–25, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.30681/recs.v13i1.11562. Acesso em: 10 jan. 2026.

SILVA, Paulo Ricardo da. Afetividade e formação docente: reflexões acerca de uma prática pedagógica no ensino superior. Devir Educação, v. 8, n. 1, p. e883, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.30905/rde.v8i1.883. Acesso em: 10 jan. 2026.

TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2014.

Publicado

17/06/2026

Número

Sección

Artigos

Cómo citar

El sufrimiento que el currículo silencia: emociones, ética y trabajo docente en la enseñanza de la Química. (2026). Revista Práxis Pedagógica, 12, e9130. https://doi.org/10.69568/ee46th22