El sufrimiento que el currículo silencia
emociones, ética y trabajo docente en la enseñanza de la Química
DOI:
https://doi.org/10.69568/ee46th22Palabras clave:
sufrimiento docente, educación Química, emociones docentes, ética de la vulnerabilidade, trabajo docenteResumen
Este ensayo teórico investiga las dimensiones del sufrimiento y la afectividad en la docencia de Química, proponiendo una fundamentación ética para una educación científica humanizadora. A partir de un análisis crítico que articula la Psicodinámica del Trabajo, los estudios sobre emociones docentes y la sociología del currículum, se argumenta que la banalización del sufrimiento docente es estructural, resultado de la intensificación y precarización del trabajo, la negación de las emociones en la práctica pedagógica y una ideología curricular que silencia al sujeto. Se defiende que el reconocimiento de este sufrimiento y del trabajo moral de la enseñanza constituye un acto ético-político esencial. Se concluye en la necesidad de una ética de la vulnerabilidad y de una pedagogía química empática, que integre razón, emoción y cuidado como pilares para la transformación de la praxis docente y la promoción del bienestar profesional.
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