Do feminismo universal à pluralidade das diferenças: disputas epistemológicas no interior do movimento feminista
DOI:
https://doi.org/10.47209/hq9bp646Parole chiave:
mulheres; feminismos; identidade.Abstract
O feminismo consolidou-se, ao longo do século XX, como um dos mais importantes movimentos políticos e campos teóricos de crítica às estruturas patriarcais que historicamente subordinaram as mulheres, porém, tem sido atravessado por momentos de avanços e recuos, limites e possibilidades. Nesse contexto, este artigo tem como objeto analisaras disputas epistemológicas no interior do movimento feminista, problematizando os limites do feminismo universalista e evidenciando as contribuições dos feminismos da diferença, partindo da produção teórico/crítica queproblematiza as categorias “Mulher” e “Gênero”. Em contraposição a essa perspectiva hegemônica, esta escrita evidencia a perspectiva de outras sujeitas/mulheres que dão vida ao feminismo da diferença, as quais são historicamente silenciadas e atravessadas por marcadores como raça, classe e território. A fundamentação teórica para análise das categorias “Mulher” e “Gênero” foitecida a partir de Simone de Beauvoir (2019) e Joan Scott (1995), além das contribuições de autoras contemporâneas, como Judith Butler (2003), Luciana Balestrin (2017), Patrícia Hill Collins (2020), e de pensadoras dos feminismos decoloniais e latino-americanos, entre elas Maria Lugones (2020), Gloria Anzaldúa (2005) e Yuderkys Espinosa Miñoso (2020). Metodologicamente, o estudo adota uma abordagem qualitativa, de caráter teórico/bibliográfico, com base na análise crítica de produções clássicas e contemporâneas do pensamento feminista.
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