AGRICULTURA FAMILIAR E DESFLORESTAMENTO: UM ESTIDO DE CASO NA COMUNIDADE QUILOMBOLA MEDIANEIRA DAS GRAÇAS, IRITUIA-PA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36026/mmge2s30

Palavras-chave:

Agricultura familiar, Sensoriamento remoto, Solo, Quilombola

Resumo

O artigo investiga os impactos ambientais e sociais da agricultura familiar no território quilombola de São Miguel Arcanjo da Nova Laudiceia, com foco na comunidade Medianeira das Graças (Irituia-PA). A agricultura familiar, centrada no cultivo da mandioca brava (Manihot esculenta) e na produção de farinha, é essencial para a subsistência local, mas tem causado desmatamento e perda de biodiversidade. Técnicas tradicionais, como o corte e queima, afetam a estrutura do solo e os ciclos naturais. O sensoriamento remoto mostrou uma redução significativa da cobertura florestal e um aumento das áreas destinadas à agropecuária. A análise do solo revelou baixa fertilidade e presença predominante de solos arenosos, pouco adequados para a agricultura intensiva. A pesquisa destaca a necessidade de assistência técnica e práticas mais sustentáveis para reduzir a degradação ambiental e preservar os recursos naturais e a segurança alimentar da comunidade.

Biografia do Autor

  • Antônia Conceição Ferreira da Costa, Universidade Federal do Pará

    Graduada em CN/ Química - UEPA (2017-2021)Mestra em Ciências Ambientais - UFPA (2023-2025). Especialização em ERER - IFPA em andamento.

  • Laurent Polidori , Universidade Federal do Pará

    Laurent Polidori possui graduação em engenharia cartográfica (1987), concluiu mestrado em fisica (1987), doutorado em geociências (1991) e habilitação a dirigir pesquisas (equivalente a "livre docencia", 2001) pela universidade de Paris. Tem experiência em sensoriamento remoto e fotogrametria, com aplicações en geociências, ciências ambientais e fundiárias. Foi pesquisador na industria espacial (Aérospatiale, Cannes, França, 1991-1999) e na pesquisa ambiental (IRD, Cayenne, Guiana francesa, 1999-2006). Foi professor titular no CNAM (Conservatoire National des Arts et Métiers, Paris, França, 2007-2015), onde foi diretor da ESGT (instituição de ensino e pesquisa em cartografia e agrimensura), e criou e dirigiu o GeF (laboratorio de pesquisa em ciências cartográficas e fundiárias). Foi transferido ao CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique) como pesquisador titular, diretor do CESBIO (Centro de estudos espaciais da biosfera, Toulouse, França, 2016-2020). Desde 2021 é professor titular no CNAM em licença sem vencimento, e professor visitante na UFPA (Belém), permanecendo pesquisador associado no CESBIO. Desenvolve uma parceria com o CESBIO sobre a validação do satélite Biomass para a cartografia do relevo terrestre em regiões de floresta. É autor ou coordenador de 7 livros e numerosas publicações na área de sensoriamento remoto e mapeamento da superfície terrestre.Foi presidente da SFPT (Sociedade francesa de fotogrametria e sensoriamento remoto) e representante da França na ISPRS (International Society for Photogrammetry and Remote Sensing) de 2008 a 2014. Hoje é vice-presidente da SELPER-Brasil (Associação dos especialistas brasileiros do sensoriamento remoto), e presidente da Comissão Científica "Remote Sensing" da ISPRS em nome da França e do Brasil (presidência binacional).Teve parcerias com varias instituições no Brasil : UFRA, UFPA, Museu Goeldi (Belém), IEPA (Macapá), UNESP (Presidente Prudente, Rio Claro), UNICAMP (Campinas), UFPE (Recife), UFPR (Curitiba), INPE (S. José dos Campos) etc. Foi coordenador da rede franco-brasileira ECOLAB sobre ecossistemas costeiros amazônicos (2004-2006). Desde 2020 mora em Belém (Brasil). Foi bolsista da FAPESPA como pesquisador visitante sênior (2021). Desde 2022 é vinculado à UFPA como professor visitante do PPGG (Programa de Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica), e professor colaborador na UFPA (PPGCA) e na UFRA.

  • Dr. François Laurent , Le Mans Université

    Professor de geografia, possui graduação em geologia - université de Lyon 1, França (1990), mestrado em geografia - université de Saint-Etienne, França (1992) e doutorado em Hidrologia et Hidrogeologia quantitativas - Ecole Nationale Supérieure des Mines de Paris, França (1996) e HDR, Habilitation à Diriger des Recherches - Le Mans Université (2012). Atualmente é Professor Titular em geografia (Professeur des Universités), na Le Mans Université, França, e diretor do laboratório ESO Le Mans (UMR CNRS Espaces et Sociétés). Pesquisa nas áreas seguintes: 1/ Relações entre agricultura e meio ambiente na escala do território; 2/ Gestão integrada dos recursos hídricos; 3/ Modelização hidrologica na escala de bacias hídrograficas (impactos da agricultura sobre o escoamento e sobre a qualidade). E coordenador do projeto ICOOPEB Inovações educacionais, sociais e tecnológicas para o desenvolvimento agrícola sustentável e o cooperativismo nos territórios rurais da Amazônia equatoriana e brasileira, programa ERASMUS+ Capacity Building financiado pela União Europeia, envolve 37 docentes de 2 universidades equatorianas (UNIANDES e UCE), 3 universidades brasileiras (IFPA-Castanhal, UNIFAP e UFRA), 2 universidades espanholas (U. Alicante e U. Miguel Hernandez) e 2 instituições francesas (CIRAD e Le Mans U.) e 8 cooperativas e associações parcerias.Estava coordenador do projeto PREFALC Agricultura e gestão de recursos naturais na costa colombiana e na Amazônia brasileira de ensino em posgraduação entre a Universidade Federal do Pará (Brasil), Universidad de la Costa (Colômbia) e Le Mans Université (França). Éstava coordenador francês do projeto de pesquisa Qualidade dos produtos territorializados no Rio Grande do Sul (QUALPROSUL), financiado pelo acordo CAPES-COFECUB.Espaços de analise atuais: Amazônia, Pampa brasileira e Oeste da França

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Publicado

07/05/2026

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Artigos

Como Citar

AGRICULTURA FAMILIAR E DESFLORESTAMENTO: UM ESTIDO DE CASO NA COMUNIDADE QUILOMBOLA MEDIANEIRA DAS GRAÇAS, IRITUIA-PA. (2026). Revista Presença Geográfica, 13(1), 180-204. https://doi.org/10.36026/mmge2s30

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