GEOGRAPHY AND ORIGINAL ART: APPROXIMATIONS BETWEEN INDIGENOUS ARTISTIC DISCOURSES AND THE PLACE

Authors

DOI:

https://doi.org/10.36026/rrrvt056

Keywords:

Arte originária, Lugar originário, Ciência, Emoção

Abstract

Humanist geography has devoted minimal attention to Indigenous art, despite having conducted significant research focused on the dialogue between geography and art. Based on this, the aim of this article is to interpret the discourses of Indigenous art within the context of geography, using the concept of place as a backdrop. The possibility of revealing new ways of interpreting geographical reality through Indigenous artistic expressions, such as painting, performance, dance, literature, among others, is another motivating factor for this work. We adopt a qualitative research approach, observing the theoretical and methodological limitations of humanistic geography in this field. We draw on recent works by authors such as Lima (2021) and Dozena (2020), who explore the dialogues between art and humanistic geography. To interpret the interviews from a humanistic geographical perspective, we employ the concept of place as proposed by Tuan (2013). The material analyzed consists of interviews given by Juliana Gomes and Denilson Baniwa to specialized websites that address the theme of "Indigenous art." As a result, it was observed that the interviewees' discourses share similarities regarding the purpose of Indigenous art: art as a fundamental element in the struggle for the (re)existence of Indigenous peoples and their cultures, as well as a means of representing their respective realities, sensitivities, worldviews, and aspirations.

Author Biographies

  • Fredson Antonio Souza da Silva, Universidade Federal de Rondônia

    Doutorando pelo Programa de Mestrado e Doutorado em Geografia da Universidade Federal de Rondônia (PPGG- UNIR).  Mestre em Geografia pelo Programa de Mestrado e Doutorado em Geografia da Universidade Federal de Rondônia (PPGG- UNIR). Professor Efetivo da Rede Estadual de Ensino (SEDUC-RO). Graduado em Licenciatura Plena em Geografia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Pesquisador associado ao  Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Modos de Vida e Culturas Amazônicas-GepCultura. Atua na área de Geografia Humanista, em pesquisa sobre Geografia e Literatura Indígena, Artes Indígenas.

  • Josué da Costa Silva, Universidade Federal de Rondônia

    Possui graduação em Geografia pela Universidade Federal de Rondônia (1989), Mestrado em Geografia (Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (1994), Doutorado em Geografia (Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (2000) e Pós Doutor pela Universidade Estadual de Londrina (2016). Atualmente é professor Titular do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Coordenador G.E.P. Culturas Amazônicas-GepCultura.  Participa ainda como sócio da Rede Núcleo de Estudos e Pesquisas em Espaço e Representações-NEER. Trabalho no amplo campo da geografia cultural. Dentre tantas riquezas, estão os modos de vidas dos povos originários e das populações de agricultores familiares, caboclas, ribeirinhas e inúmeras outras formas que nela ainda residem e mantêm uma relação diferenciada com a natureza e lutam pela sobrevivência de seus conhecimentos e saberes ancestrais em volta a grandes e complexas questões territoriais e políticas. Esse "viver" para essas populações representam os aspectos da cultura e das dinâmicas sociais e sua forma de perceber o ambiente, de se organizar socialmente, os valores e as maneiras de garantirem a existência de seus grupos sociais. Procuramos analisar o ritmo do viver e as suas relações com a natureza fora de uma perspectiva de mercado, ou seja, como tal relação com a natureza possa ser marcada por formas voltada para a vida. O fio condutor em relação às comunidades são o viver, os sentidos pelos quais essa população constrói a sua percepção de seu ambiente, os sabores, os cheiros, a sensibilidade; a percepção do sagrado na natureza para que estabeleçam a manutenção de limites ao uso dos recursos naturais associado ao conhecimento tradicional e ao respeito à natureza definindo assim o bem viver.

References

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Published

07/05/2026

Issue

Section

Artigos

How to Cite

GEOGRAPHY AND ORIGINAL ART: APPROXIMATIONS BETWEEN INDIGENOUS ARTISTIC DISCOURSES AND THE PLACE. (2026). Revista Presença Geográfica, 13(1), 94-108. https://doi.org/10.36026/rrrvt056

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