Imagens insurgentes: escrevivências audiovisuais de cineastas negras como fios de uma formação antirracista e antissexista
DOI:
https://doi.org/10.47209/yzgx5w75Palavras-chave:
Cinema Negro Feminino, Formação Docente, Currículos Antirracistas e AntissexistasResumo
Este artigo investiga as escrevivências de cineastas negras brasileiras como dispositivos centrais na produção de conhecimentos para uma formação docente antirracista e antissexista. O estudo articula as dimensões éticas, estéticas e políticas das imagens, utilizando as trajetórias de Adélia Sampaio (1974 - 2018), Viviane Ferreira (2008 - 2023) e Edileuza Penha de Souza (2013 - 2023) para confrontar o racismo e o epistemicídio no campo educativo. Diante da lacuna entre a obrigatoriedade da Lei n.º 10.639/2003 e a escassez de materiais que integrem o cinema negro feminino à docência, a pesquisa realiza uma revisão de literatura sensível e comprometida. Os resultados demonstram que essas tramas visuais afrorreferenciam currículos e fortalecem reexistências pedagógicas, revelando que as vozes dessas mulheres são capazes de moldar realidades e inspirar novas práticas educativas.
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