A FORMAÇÃO DAS FACULDADES MOTORAS SUPERIORES: INTERDEPENDÊNCIA ENTRE PROCESSOS BIOLÓGICOS E SOCIAIS
DOI:
https://doi.org/10.26568/2359-2087.2025.9161Palavras-chave:
Movimentos voluntários, Faculdades motoras, Psicologia histórico-cultural.Resumo
Este artigo tem por objetivo analisar a formação das ações motoras voluntárias na infância a partir da psicologia histórico-cultural e discutir como a unidade entre processos biológicos e sociais se expressa no desenvolvimento da motricidade e suas implicações para a organização do ensino na educação física. O estudo parte da compreensão de que os movimentos voluntários não podem ser explicados por bases biológicas, mas resultam de mediação social. A pesquisa se pauta nos pressupostos da psicologia histórico-cultural e analisa a motricidade pela sua constituição na relação entre cognição, afetividade e motricidade. A investigação articula fundamentos neurofisiológicos com a historicidade do psiquismo humano ao evidenciar que os movimentos voluntários são aprendidos a partir da atividade significativa, com destaque para o papel do professor. Conclui-se que a atividade pedagógica da educação física na infância tem papel fundamental no desenvolvimento das estruturas motoras superiores, pois promove a apropriação consciente de movimentos socialmente significativos.
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